Primeira vez… O livre arbítrio
Com esse post, dou início ao meu blog.
Minha primeira ideia era escrever diversas “justificativas” que me levaram a criar esse blog, sobre o que exatamente vou falar (escrever) aqui, qual meu método de escrita (se é que tenho um), quais são minhas influências, etc. e etc.
No fim, decidi não fazer isso, pelo menos por enquanto.
Vou “começar começando” que significa: escrever um texto sobre o que seria um típico post desse blog. Se fizesse doutra forma, não estaria começando de verdade, certo?
Pois bem, vamos ao trabalho e falar sobre livre-arbítrio.
Podemos definir o que é o livre arbítrio? Em teoria, exercitamos o livre-arbítrio diariamente das mais simples as mais complexas situações. Por exemplo:
- Livre-arbítrio de decidir o momento da primeira vez (de escrever aqui, logicamente),
- Livre-arbítrio de escolher um time de futebol que nunca ganha e manter-se sofrendo por ele,
- Livre-arbítrio de namorar essa ou aquela pessoa (desde que essa ou aquela concorde com isso),
- Livre-arbítrio de escolher essa ou aquela profissão…
Apesar de estar presente – em teoria – quase sempre, não é uma tarefa fácil de definir o que é o livre arbítrio. Vou tentar definir o termo rapidamente, com
ajuda de pessoas mais renomadas que eu e que, na verdade, não estavam escrevendo especificamente sobre livre-arbítrio (louco né?)! Um mais convencional, outro nem tanto.
Stephen Covey, em seu não tão recente, Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes[1] (The 7 Habits of Highly Effective People)
elenca como um dos seus 7 hábitos : “Ser proativo”. E o que livre-arbítrio tem a ver com ser proativo?
- Ora, sei lá!! (diriam os leitores, caso eu tivesse algum)
Ser proativo, segundo Covey, é a capacidade de reagir a um estímulo, geralmente externo, e decidir ativamente (conscientemente) o que fazer e, obviamente, responder ao estímulo de acordo com essa decisão.
Bingo! Para mim isso tem tudo a ver com livre-arbítrio!
Em AIKI, o Poder da Harmonia [2] (Aikido in Three Easy Lessons (The Aiki-Dialogues))
, o autor Richard Moon fala sobre o termo japonês (xintoísta) ”kami” que, simplificadamente, significa Deus, o poder superior, o universal e etc. Ou ainda, para facilitar o nosso exemplo e deixar a religião de lado, a nossa “voz interior” (o “sussurro do kami”).
Bingo outra vez! Novamente, isso tem tudo a ver com livre-arbítrio. Ou seja, livre-arbítrio não é simplesmente escolher ativamente como reagir a um estimulo, mas, adicionalmente, reagir de forma tão autentica a ponto de satisfazer seu verdadeiro eu. Pelo que me lembro, Covey fala sobre isso também, mas não tão diretamente relacionado a questão da proatividade.
Digo isso porque você pode muito bem escolher uma resposta, mas esta pode estar limitada por uma série de fatores tais como, a opinião alheia, o impacto meramente financeiro da decisão etc etc.
OK, alguém pode argumentar que isso já é uma forma de livre-arbítrio (afinal você escolhe que vai agir por tais e tais motivos), mas em minha opinião, esse não é o que poderia chamar-se de “livre-arbítrio pleno”.
Para aguçar a curiosidade, (piadinha, eu sei que se alguém chegou até aqui está mais é querendo que o texto acabe) no próximo post continuarei a falar sobre livre arbítrio, mas sob a perspectiva da ciência, mais especificamente de recentes pesquisas de neurocientistas que indicam que o livre-arbítrio é quase que meramente ilusório e, na verdade, nosso inconsciente toma as decisões por nós, antes mesmo que tomemos ciência disso!
Keep breathing!
ps.1 comentários serão bem vindos
ps.2 exercite o livre-arbítrio pleno!
[1] Pessoal, fiquem tranquilos, eu também leio coisas mais atuais, aliás, faz alguns anos que li esse livro. E , por favor, sem preconceitos de falar que é livro de auto-ajuda e todo esse papo chato de rotulação.)
[2] Ok, eu sei que está soando meio maluco citar esse livro